terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

As Chuteiras e as Cores Carnavalescas.

Chuteira preta entra em extinção em meio a moda, patrocínios e zoações...

Modelo tradicional perde espaço para o colorido, usado por atletas como vitrine das empresas para novidades do mercado. Heróis da resistência são alvo de brincadeiras.


Valencia contemporâneo de Pelé, Wallace integrante da velha guarda, Fernando Prass sobrevivente de mil novecentos e antigamente... É dessa forma que o volante do Fluminense, o zagueiro do Flamengo e o goleiro do Palmeiras são vistos por seus companheiros de clubes por terem um fato em comum: usarem chuteiras pretas. A tradicional cor, que já foi praticamente parte do uniforme, atualmente está pouco presente nos jogos no Brasil. Uma estatística ajuda a ilustrar esse fenômeno. Nas partidas envolvendo os grandes nas primeiras cinco rodadas dos principais estaduais (Paulista, Carioca, Mineiro e Gaúcho), só 210 pares dos 1.559 que estiveram em campo eram predominantemente da cor preta. Uma média de 3,75 pares por partida.
Info LINHA TEMPO Chuteiras_03 (Foto: Infoesporte)
O processo de extinção do preto vem se acentuando. Há dez anos, ele ainda era maioria. Primeiro foi perdendo espaço para o branco, que depois também se tornou comum e deu início à moda das cores variadas. Do dourado ao prata, pintaram o verde, o vermelho, o azul, o amarelo, o laranja, o rosa, o roxo... Vale até um pé de cada cor, como por exemplo já usaram Hernane e Negueba, do Flamengo, e Ricardo Goulart e Dagoberto, do Cruzeiro. 


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